quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Hoje

23.43: Refugiei-me mais uma vez nos vícios de sempre e só desejo que o caminho de regresso a casa seja curto. Mais lágrimas, álcool e mais mar, juntamente com mais e mais noite. Hoje saí para pensar, expulsei as restantes lágrimas trancadas e tão difíceis de sair. Hoje quis arrumar de vez as ideias, mais uma vez. Custa....ainda custa pensar no que significaste para mim, no que fomos e onde podiamos estar volvido este tempo todo. Reuni todas as recordações e salto mais uma vez para as noites de Verão, tanto tempo passado e tudo na mesma: eu aqui e tu...não sei onde nem como, talvez num mundo à parte, sabe-se lá onde. Não consigo pensar mais. Ou não quero. Hoje bati no fundo, não dá para descer mais...Hoje marco aqui promessas de um novo rumo, um novo começo, uma vida sem te ter tão presente, onde os sons da noite são testemunhas da minha vontade em partir.Quero que assim seja, quero fazer como tu, parece tudo tão simples para ti e só peço que assim seja para mim: simples e despreocupado.


E finalmente consigo pensar nas coisas de uma maneira nunca antes experimentada, como se nem fosse vivida por mim. Hoje finalmente consigo expulsar todos os meus fantasmas, consigo seguir para o próximo nível, naturalmente, sem rancores. Finalmente e após tanto tempo consigo pensar mais em mim, no que quero e no que desejo tentar. E lembrar-me de tudo o que fomos como fazendo parte do passado. Um passado bom.



segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Tenho dito...

Alguém amigo escreveu:

"Passamos a vida preocupados com futilidades e aparências, revivendo todos os dias um passado que insistimos que esteja presente quando na realidade deviamos sim reconhecer erros, pedir desculpa, falar e escutar... Reconhecer que o que passou passou, não há nada a fazer...

Podes mudar o teu futuro, podes escrever o teu presente, mas jamais podes alterar o teu passado."


E fez-me sentido. Até porque há tempo atrás escrevi (e disse) algo muito parecido, mas não foi dada grande atenção. Hoje isso pareceu diferente, e o que importa é que a mensagem foi percebida.



Contudo aprendo uma coisa: Por vezes falamos o que é mais acertado no momento, e até faz sentido de todo...mas nem sempre os outros estão dispostos a ouvir-nos.

Com isto passo a dar ainda mais valor às palavras que são ditas e acho que o melhor é reduzir o número de conselhos/opiniões. Se calhar fazer um pouco como a velha máxima de "Dar conselhos apenas em 2 situações: Quando me forem pedidos ou quando deles dependerem a vida de alguém".

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

What You Want From Me?

"You give all your love away and left nothing to show..."

Depois de tudo o que foi dito e partilhado, sempre a tentar obter um "click" da tua parte, algo que fosse dito da minha parte e te fizesse mudar de ideias, que fizesse sentido para ti. Acho que não cheguei lá.

Fico a pensar que são danos colaterais do passado, onde tens receio de quando as coisas começam a correr menos bem e surgem os primeiros problemas, que tudo se volte a repetir e venhas a passar pelo mesmo processo.



Um dia, vou abandonar de vez todos os vícios estúpidos a que estou preso. Hoje não é o dia.

sábado, 13 de novembro de 2010

Bittersweet Symphony

(Lágrimas, Mar e...a Noite)

Ter-te tão perto e sentir-te tão longe, tanta oportunidade despediçada e eu sempre aqui, preso, quieto e à espera. De quê? Um simples "Sim" ou "Não", em vez disso só "Talvez" ou "Não sei".

O que foi feito ficou feito e não se repetirá. Se me arrependo de ter sido sempre eu a dar o braço a torcer? Algumas vezes. Mas talvez só isso é que fez chegarmos tão longe. Não esperavas, pois não? Nem eu.

Apesar de tudo estou farto de fazer figura de parvo, de ter esta sensação de que achas que me tens na mão. Mas acabou, vou embora e não existirão mais oportunidades desperdiçadas simplesmente porque não existirão mais oportunidades da minha parte. Espero que entendas e aprendas alguma coisa com esta situação.


quarta-feira, 10 de novembro de 2010

O Teu Bem Faz-me Tão Mal

É quando saio, naquelas noites sós e em que o tempo passa sem se dar conta que, a cada carro que passa fico na esperança que sejas tu, a vir ao meu encontro. Não seria preciso ser falado mais nada, apenas um abraço demorado servia...

O Rescaldo

A conversa que tivemos correu bem, foi de encontro ao que queria ter falado contigo e mesmo tu concordaste que esta conversa já podia ter sido há mais tempo atrás...

Agradou-me o facto de continuares a confiar em mim e a falar comigo acerca do que se passa contigo, do que te preocupa, e do que não consegues resolver. Mas acabei por ficar preocupado, com tudo o que se tem passado na tua vida, em pouco mais de um mês. E enquanto falavas por momentos não te senti lá, o meu olhar fixava a noite escura e fria lá fora, mas o meu pensamento havia viajado para o Verão passado, quando nos encontrávamos nas noites quentes e infinitas e ficávamos a conversar. Confesso que tive saudades.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

A Conversa

Hoje foi um dia normal, pelo menos até ter recebido uma mensagem tua que dizia "Podemos falar hoje?". A verdade é que eu já tinha insistido uma ou duas vezes para falarmos, mas tu nunca te mostraste disponível...Mas tudo bem, já que somos diferentes (felizmente) a minha resposta foi "Se quiseres...Mas passou-se alguma coisa?" ao que respondeste "Não, descansa!"

Pois bem, não escondo que tenho estado a pensar no que será que tens para conversar comigo, mas sendo coerente e mantendo a minha palavra, seja o que for, tentarei ajudar no que estiver ao meu alcance.

Estou de saída.