23.43: Refugiei-me mais uma vez nos vícios de sempre e só desejo que o caminho de regresso a casa seja curto. Mais lágrimas, álcool e mais mar, juntamente com mais e mais noite. Hoje saí para pensar, expulsei as restantes lágrimas trancadas e tão difíceis de sair. Hoje quis arrumar de vez as ideias, mais uma vez. Custa....ainda custa pensar no que significaste para mim, no que fomos e onde podiamos estar volvido este tempo todo. Reuni todas as recordações e salto mais uma vez para as noites de Verão, tanto tempo passado e tudo na mesma: eu aqui e tu...não sei onde nem como, talvez num mundo à parte, sabe-se lá onde. Não consigo pensar mais. Ou não quero. Hoje bati no fundo, não dá para descer mais...Hoje marco aqui promessas de um novo rumo, um novo começo, uma vida sem te ter tão presente, onde os sons da noite são testemunhas da minha vontade em partir.Quero que assim seja, quero fazer como tu, parece tudo tão simples para ti e só peço que assim seja para mim: simples e despreocupado.
E finalmente consigo pensar nas coisas de uma maneira nunca antes experimentada, como se nem fosse vivida por mim. Hoje finalmente consigo expulsar todos os meus fantasmas, consigo seguir para o próximo nível, naturalmente, sem rancores. Finalmente e após tanto tempo consigo pensar mais em mim, no que quero e no que desejo tentar. E lembrar-me de tudo o que fomos como fazendo parte do passado. Um passado bom.
Sem comentários:
Enviar um comentário