quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Boys Don't Cry

"Hoje tive a certeza,
Daquilo que ignorei.
Sabia que mais tarde ou mais cedo iria encarar a fria verdade;"

Era assim que começava, há dois anos e tal atrás, o início de pensamentos traçados e retraçados neste "tasco do desabafo", que apesar de conteúdo maioritariamente pessimista, serve para isso mesmo, desabafos e ideias, que precisam ser transformados em algo mais que pensamentos, para assim eu conseguir manter o equilíbrio.

Apesar disso tudo, o início está bastante correcto, e hoje, mais uma vez e sem aviso, mais um murro mesmo em cheio na cara. O nariz fica dormente de dor e consigo até sentir um leve sabor a sangue.

No fundo eu até que já sabia o que se tinha passado, tinha uma ligeira desconfiança, mas nunca liguei. Talvez porque nunca achei que de facto tivesse acontecido, ou porque nunca achei que fosse a sério. Mas os avisos estavam todos lá, eram notórios e eu não reparei (qual luz intermitente de ESP no tablier do carro, que pisca freneticamente quando se abusa nas curvas) e hoje levo um murro bem assente do meu velho amigo Karma    "Pois toma lá, para aprender! Foste burro e deste oportunidades a quem não merecia" seria algo que o Karma me diria, numa voz meio nasalada, tipo Prof. Marcelo Rebelo de Sousa.



Mas acho que não fica por aqui, o Karma é um tipo que nunca se esquece de nada, anda por aí armado em Super-Herói (ou Super-Vilão, para aqueles que gostam de se armar em vítimas) e não tarda em fazer regressar o mal feito, a quem merece, a quem não respeitou e brincou com sentimentos.



Fall in Love

Em português usamos "apaixonar" mas em inglês é um "fall in love" mais traduzido à letra. E soa bem. Até porque se formos ver bem, é uma queda que damos por estarmos cegos.
Aparece quando não queremos, não nos dá jeitinho nenhum, rouba-nos individualismo, tempo, espaço e a mente distrai-se de outros assuntos. Mas ao mesmo tempo sentimo-nos preenchidos, completos e "nas nuvens" por termos alguém que nos dá atenção, carinho, se preocupa connosco...ou somos iludidos assim. Ora eu também me sinto preenchido depois de um belo almoço, se for acompanhado com vinho, ainda melhor!

Não, não sou uma criatura desprezível e sem sentimentos. Apenas já caí e me magoei. "Mas é assim que tem que ser, é o reverso da medalha", "Acontece a todos, tens é medo de arriscar" ou "Não podes ficar preso ao que já passou" podiam ser as respostas de quem lesse isto, e estariam certos. Sim, é bom estar apaixonado. Quem nunca esteve? Nem que seja pelo seu carro, no dia em que o foi buscar ao stand, reluzente e limpinho, à espera de ser conduzido, ou naquele sábado à tarde, em que depois de ser lavado, merece uma volta calma numa marginal qualquer junto ao mar. Só que tal como uma pessoa, dá-nos preocupações, dores de cabeça, falha-nos quando precisamos e...quando se nota, já estamos à procura de um novo modelo, pois o nosso carro tornou-se uma causa perdida.

Mas assumo, já fiz algumas loucuras por estar apaixonado. E na altura fez todo o sentido e senti-me bem. O meu ponto de vista é o seguinte: É tudo óptimo quando começa, o pior é quando vêm as zangas, as fases más, os tempos... É muito mais calmo ficar solteiro, há tempo para tudo, para todos, para nós mesmos e somos menos impacientes, mais relaxados e podemos fazer o que nos der na cabeça, sem dar explicações.
É bom e faz-me bem. E também sei que é bom ter uma relação. A quem tem uma relação sinceramente estável e feliz, os meus parabéns. E a quem percebeu que acabou e foi capaz de falar directamente, evitando um desgaste ainda maior e evitar enganar a outra pessoa, a minha admiração.

É o amor, pode durar, pode ser curto, pode ser bom ou pode nem sequer dar naquele momento e ser preciso passar algum tempo para que funcione. Exige tempo e esforço de ambas as partes. Mas essas "partes" são pessoas, seres individuais, complexos e com carácter que já existiam antes da relação e por vezes nem todos se lembram ou aceitam isso.

Daí nunca ter entendido muito bem aquelas relações com pessoas totalmente dependentes da outra, que não são capazes de fazer nada sem a sua cara-metade. Isso assusta-me até! Um dia que algo corra mal e a relação acabe, esse tipo de pessoas sofre um desgosto enorme...e para quê? Entendo que se goste muito de alguém, mas não há nada como sermos nós próprios, fiéis aos nossos valores e princípios. Só assim algo pode funcionar. E se falhar, bem, existe vida para além do amor.



E quem diria que eu escreveria este post a ouvir Lana Del Rey?

domingo, 6 de janeiro de 2013

Um Post para o "Eu Futuro"

Sinto-me a crescer (bem, não fisicamente - se bem que acho que estou uns míseros centímetros mais alto), noto mais a passagem dos anos, cada vez mais rápido, sinto que vou acumulando experiência, começo a ponderar mais certas atitudes e decisões, estou mais calmo e lógico e não tanto impulsivo e infantil como já fui. Ainda muito está para vir, mas as coisas vão surgindo calmamente para se tornarem sólidas.

Apesar de começar a ter esta noção (sim, por vezes sou um bocadinho tardio...), percebo que não vou estar sempre aqui, as pessoas que gosto também vão partir um dia... que existem decisões que me cabem a mim e que têm consequências, não somos mais putos, em que há alguém que cuide de nós, que faça as compras do mês lá para casa ou nos meta o almoço na mesa. Não temos de nos preocupar com nada enquanto putos, pois alguém toma as decisões. Agora os papeis começam-se a inverter, crescemos e tomamos novas e mais responsabilidades, começamos a ter que ser nós a cuidar de quem cuidou de nós. É o que faz parte de tornar-se adulto. É nem sempre acertar nas decisões que se toma e acarretar com as consequências. É não esperar que o destino aconteça, porque de facto, somos nós que fazemos o nosso próprio destino. A vida não vem com manual de instruções e não andamos aqui numa novela com guião feito, em que sabemos o que vai acontecer a seguir, em que temos que seguir o nosso papel, papel esse que já alguém previamente traçou...

A vida é curta. Por vezes temos que correr riscos, para no final podermos dar ainda mais valor. Ou por vezes basta-nos aproveitar os escassos momentos de serenidade, como um dia de sol em Janeiro. Porque não sei como estará o dia amanhã, ou se eu cá estarei para o aproveitar.

Se és forte para te meter nelas, também és forte para sair delas...E o que não nos mata, torna-nos mais gordos (fortes, portanto).



(Foto de Luís Silva)

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

2013

Mais um ano começa, novas oportunidades que surgem. Confesso que estava ansioso pelo início do ano, isto porque estava farto de 2012 e desejoso que terminasse. Talvez seja um pouco imaturo da minha parte, mas preciso destes finais e inícios de ciclos, destas mudanças para me fazerem querer "reiniciar" e ganhar um certo optimismo. Sou do tipo "tudo ou nada" e ano novo é sinónimo de uma nova página em branco.

Não peço desejos na passagem de ano, nem sequer como passas, mas a única coisa que quero fazer em 2013 é aproveitar e orientar a vida.

E como dizia Antoine Lavoisier: "Na natureza, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma", eu pretendo fazer umas trocas e quero deixar os vícios a que ainda estou agarrado e não fazem sentido, passar menos tempo na net e mais na rua, andar mais vezes de bicicleta mas também quero conduzir mais, quero passar a dar mais uns toques em mecânica e este ano quero pelo menos molhar o fato de bodyboard. Quero aproveitar e passar mais tempo com quem gosto, deixar de ser tão exagerado e dramático, quero ser mais optimista e menos infantil. Quero fotografar mais, quero esforçar-me mais e deixar de ser preguiçoso...

Resumindo: É para aproveitar! Um bom ano.


sábado, 29 de dezembro de 2012

Valores III


"Nós bebemos demais, gastamos sem critérios. Conduzimos demasiado rápido. Ficamos acordados até muito mais tarde, acordamos muito cansados. Lemos muito pouco, vemos demasiada televisão e raramente estamos com Deus.
Multiplicamos os nossos bens, mas reduzimos os nossos valores.
Nós falamos demais, amamos raramente, odiamos frequentemente.
Aprendemos a sobreviver, mas não a viver; Adicionamos anos à nossa vida e não vida aos nossos anos. Fomos à Lua e voltámos  mas temos dificuldade em atravessar a rua e encontrar um novo vizinho. Conquistamos o espaço, mas não o nosso próprio.
Fizemos muitas coisas maiores, mas pouquíssimas melhores.
Limpamos o ar, mas poluímos a alma; Dominamos o átomo, mas não o nosso preconceito, escrevemos mais mas aprendemos menos, planeamos mais mas realizamos menos.
Aprendemos a apressar-nos e não a esperar.
Construímos mais computadores para armazenar mais informação, produzir mais cópias do que nunca, mas comunicamos cada vez menos.
Estamos na era do "fast food" e da digestão lenta; Do homem grande de carácter pequeno, lucros acentuados e relações vazias.
Esta é a era dos dois empregos, de vários divórcios, casas chiques e lares de corações despedaçados.
Esta é a era das viagens rápidas, fraldas e morais descartáveis, das rapidinhas, dos cérebros ocos e das pílulas "mágicas".
Um momento de muita coisa na vitrine e de muito, muito pouco na despensa.
Lembre-se de passar algum tempo com as pessoas que ama, pois elas não vão estar aqui para sempre. Lembre-se de dar um abraço carinhoso aos seus pais ou a um amigo, pois não lhe vai custar sequer um cêntimo.
Lembre-se de dizer "Amo-te" ao/à seu/sua companheiro/a e às pessoas que ama, mas, em primeiro lugar ame a si próprio...ame muito...
Um beijo e um abraço curam a dor, sempre que vem lá de dentro, do fundo de si mesmo. Por isso, valorize a sua família e as pessoas que estão ao seu lado, sempre."

George Carlin - Paradoxo do Nosso Tempo


segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

A wild video appears I

Há 3 dias que ando com uma música na cabeça, e quando isto acontece, normalmente, é sempre uma música sem nexo e irritante. E nesta altura esperaria-se que fosse alguma música de Natal...mas não é:
 Três miúdas russas giras, um Volvo e uma Viral Music. Acho que, nem sei bem, mas deve ter sido por causa do vídeo...

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Deus somos todos nós

Não acredito em Deus, é verdade... Se Ele existisse, não haviam crianças a morrer de fome, quando todos os dias, noutro lado do mundo, toneladas de alimentos vão para o lixo. Não acredito que exista uma presença "milagrosa" e superior, que habita no céu e olha por todos nós. Encarem isso, estamos sozinhos e por conta própria. Não tenho nada contra quem é crente e respeito isso, seja qual for a religião. Talvez não deveria pensar assim, já que frequentei a catequese e estive nos escuteiros durante algum tempo, mas com o passar dos anos fui mudando as minhas idéias à minha maneira. Não posso depositar o meu destino nas mãos de alguém imaginário, nem posso ficar parado e de braços cruzados, a pedir muito uma coisa e a aguardar que aconteça. Acho demasiado idílico haver alguém superior que manda em todos nós, que olha para o que de bom e mau fazemos.

A verdade é que acho que "Deus" está dentro de cada um de nós e chama-se consciência. É uma espécie de Deus interior que nos leva a ficar com remorsos e de consciência pesada quando fazemos algo mau, e nos "injecta" de orgulho e bem-estar quando tomamos uma boa acção. Daí haver tanta diferença no mundo, diferentes consciências são diferentes pessoas.


(Foto de Victor Vasques)

"Se uma pessoa tem um amigo imaginário, é considerada louca. Mas se várias pessoas têm o mesmo amigo imaginário, é considerado religião"

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Valores II

O valor das pessoas: Há dias em que me sinto deslocado, que não pertenço a esta época. Dou valor a coisas que já não se usam - deixar uma senhora entrar primeiro ou ceder o lugar da frente no carro - e faz-me pensar se os valores já se perderam, ou eu é que já ando desactualizado?

Vivemos num dia-a-dia solitário, sociedade existe, mas só de nome. As pessoas não cumprimentam os próprios vizinhos, no metro já não vejo ninguém ceder lugar a uma senhora com uma criança no colo. Se alguém presenciar um atropelamento no meio da cidade, apressam-se a sacar do telemóvel e filmar para meter no youtube, facebook e afins, quando deviam apressar-se a prestar auxílio. Isto faz com que as pessoas se reservem ainda mais. Felizmente que nem sempre é assim e ainda existem actos humanos.


segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Coisas de criança

Ainda me lembro da primeira vez que ouvi a música  "Laranjas e Bananas - O Panda vai à Escola", porque deve ter sido das poucas vezes em que fiz um grande esforço para não desatar a rir em público. Sério, quem escreveu esta letra deve ser alguém que sai de casa pela manhã a cantarolar "Eu vou apanhar-apanhar-apanhar fila no IC19", o que é tão importante como comer laranjas e bananas.

O pior é quando começam a construir a frase "Eu vou comer laranjas e bananas", tudo com a mesma vogal, ficando algo como se fosse cantado por alguém com sotaque açoriano.

Para além desta, deixo algum trechos de músicas infantis que me deixam na dúvida:

"Era uma casa muito engraçada, não tinha tecto, não tinha nada" - Deve ser engraçado rir de sem-abrigos, querem ver!?


"Atirei o pau ao gato-to-to, mas o gato-to-to não morreu..." - Exacto... Acho que sim, devem ensinar as crianças logo de pequenas a mal-tratar e matar gatos, assim é bem provável que cresçam e se tornem sociopatas ou serial-killers.


"O bicho sobe, o bicho vai, come a mãe, come o pai e come o bebé também!" - Ok pais! Epá, eu sei que dá bastante trabalho cuidar de um puto, mas estão assim tão desesperados ao ponto de desejar que apareça um bicho e "limpe" a família toda?



domingo, 16 de dezembro de 2012

Valores I

O valor das pessoas: Hoje entendo que tudo o que fiz foi em vão... Nunca me deste valor, nunca te esforçaste e lutaste por mim e eu não percebo como fui tão burro que não vi que a única pessoa por quem te importas és tu! Sinto pena daqueles que chamas amigos, espero que um dia não descubram e acabes só...

Hoje apanhei-te em mentira e sinto que não foi a primeira vez, mas hoje pude confirmar isso. Como fui tão cego e te desculpei de tudo? Entendo agora que não tenho valor para ti e tudo o que sempre te disse e fiz para te ajudar, tu não quiseste saber. Sinceridade era bem vinda, ao menos deixava-te em paz e não perdia o meu tempo contigo, mas tu preferiste ter-me por perto, nunca se sabe quando é necessário um "elevador de ego".

Se alguém ler isto e passar pela mesma situação, aceitem este conselho: valorizem-se e nunca se magoem para ver alguém feliz, especialmente se essa pessoa já demonstrou não ter maturidade suficiente para lidar com sentimentos.

Espero que um dia percebas o que fizeste e te lembres de mim, de tudo o que te disse para te ver bem. Hoje podes estar no topo, mas amanhã poderás ser um brinquedo da sociedade, as pessoas hão-de perceber quem tu és e tudo o que vai, volta.

No final, só lamento não ter visto quem eras logo de início, não teria perdido tempo contigo, mas ao mesmo tempo, isto se calhar era a resposta que precisava para seguir finalmente com a minha vida.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Sai um like!

Gosto bastante de música e normalmente oiço coisas que mais ninguém se lembra de ouvir, vou buscar grandes sucessos já longínquos ou até procurar álbuns que acabaram de sair. O meu mp3 está cheio e tudo o que por lá anda é ouvido.

Mas o que realmente gosto é daquelas músicas com uma letra que tem tudo para ser deprimente, onde se fala de relações que não deram certo e corações partidos... mas depois são alegres e com ritmo. Gosto! É bom ouvir falar (cantar, neste caso) de amor de forma descomplicada e despreocupada, mesmo no género: "ok, não me queres...mas a vida não acaba por causa disso e tenho muitas outras coisas que me alegram". 

Tem qualquer coisa de positivo que contagia, como esta:



Fico até com inveja, parece tão fácil! Tenho de ver se vendem optimismo em comprimidos, a ver se me preocupo menos. =)

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

O romantismo dos dias que correm

Sim, sou um romântico, admito-o. Mas também sou pessimista. E apesar disso tenho esta mania de ver as relações de maneira muito "floreada" e côr-de-rosa, acredito na cumplicidade, na longevidade, companheirismo e amizade duradoura nas relações. 

Até hoje, sempre que me meti numa relação, é porque gostava realmente daquela pessoa, porque via futuro no que sentia e que seria para durar. Nem sempre foi assim, mas não mudo, é assim que sou. Entrego-me e dedico-me bastante. Custa quando acaba, mas enquanto dura, sou feliz.

Yap, I'm a old fashion gentleman. =)

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Luz Nocturna

Onde estão os sentimentos genuínos? Os pedidos de desculpa sinceros? As acções sem esperar nada em troca? Sei que a vida não é nenhuma comédia romântica nem eu sou nenhum orador da igreja cristã. Ainda acredito no valor das pessoas, nos seus sentimentos. O que é em parte irónico, vindo de alguém como eu, solitário e com tendência para misantropia.
Todos estes sentimentos ainda existem, apenas estão escondidos e "camuflados" pelas cicatrizes dos erros e mágoas do passado de cada um, as pessoas tendem a criar uma defesa e não mostrar como realmente são e o que realmente sentem.

É nas minhas voltas nocturnas, saio por aí, pelas ruas quietas e vazias e vou até à praia. Fico apenas a observar o que me rodeia no seu quotidiano: um barco de pesca que sai para o mar, pessoas que passam na sua corrida do final do dia...e eu gosto de imaginar o que lhes vai na cabeça, quais as suas preocupações e ambições.



A inspiração anda em baixo, mas a vontade de desabafar é superior e a calma, o silêncio e o ar fresco da noite sempre me ajudaram a tornar lúcidos os meus pensamentos e ideias. E percebo algo novo: As pessoas amam de forma diferente e inconstante. Percebo agora, não é por alguém se entregar menos numa relação, que o que sente é menos real. Nem toda a gente se atira de cabeça.


sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Desculpa

Desculpa a minha decisão sem aviso prévio. Foi pesada, mas pensada. Posso ter sido cruel, mas tu um dia também já o foste para mim. Eras tu ou eu e desta vez escolhi o "Eu". As coisas chegaram ao ponto que temia, em que nem uma amizade resiste, não queria que assim fosse, mas tenho que abandonar coisas que me magoam.  Sei que nunca irás ver este texto, mas respeito todos os momentos que passaram entre nós, bons e maus e que servirão para mim como um acumular de experiência. Sei também que no fundo não és má pessoa e apesar de demonstrares raras vezes, tens os teus valores bens definidos e és fiel a ti. Espero que continues a pessoa que és no fundo, apenas redefine a prioridade e o valor das coisas, a vida é um sopro e os seus momentos são únicos e irrepetíveis.

Que a vida seja justa contigo e que encontres a felicidade. Não te esquecerei...

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Aprender a gostar

Dias invernosos: Acho piada observar, quando num dia como o de hoje, as pessoas se cumprimentam dizendo "Bom dia...ou mau dia, está de chuva!". Para mim, passaram a ser bons dias; Aprendi a gostar e tirar partido dos dias cinzentos, do cheiro a terra molhada, de observar os contrastes e cores mais fortes dos objectos que me rodeiam por ficarem molhados, o movimento nas ruas diminui, as pessoas apressam o passo. Eu apenas observo e sou capaz de apreciar um passeio pela rua sob um guarda-chuva, tal como aprecio um passeio num dia de final de verão, com o calor a diminuir.

Passei a gostar destes dias, são mais relaxantes e calmos. Passei a gostar até de conduzir à chuva, o trânsito flui de maneira mais calma, juntado a isto uma playlist calma no rádio e o stress parece nem existir...E hoje está assim, céu cinzento, a chuva cai e eu preparo uma chegada a casa, junto com o mp3, fico à janela a admirar este dia e ouvindo a minha música calma misturada com o som da chuva. É a receita para pensar com calma e sem precipitações, as ideias parecem surgir de forma despreocupada e positiva, criando uma vaga para o optimismo se instalar.