quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Marketing Fail

Nunca falei aqui de futebol, no fundo sou apreciador, mas raramente o expresso pois regras e nomes de jogadores passam-me ao lado. Resumidamente gosto de futebol, mas pouco percebo e o que me prende a atenção é o jogo em si.

Mesmo assim, não vou falar agora de futebol, mas sim de algo relacionado: o grande mercado de marketing que está por detrás dessa máquina chamada futebol. Mais concretamente a publicidade "local" de uma marca global e o retorno do impacto causado.

Já se percebeu do que vou falar: a publicidade da Pepsi Suécia, antes do jogo Portugal x Suécia, onde tentaram uma abordagem mais "humor negro", visando principalmente Cristiano Ronaldo.

Falando já do CR7, conheço minimamente o seu percurso, sei de onde veio e o (pouco) que tinha. Para mim é um exemplo de força de vontade e bom jogador, não é à toa que está onde está hoje, e quer queiramos quer não, é um marco associado ao nosso país e dá a conhecer Portugal lá fora. De forma certa ou errada, isso já não sei.

Ora, um pacato tuga como eu, que pouco liga a futebol, tem esta opinião sobre CR7 e tendo noção que a nossa nação é no geral conectada ao futebol, seria uma questão de tempo até surgirem as indignações (principalmente através das redes sociais do costume e...blogs!) em resposta à mediática publicidade sueca:





Ao mesmo tempo que entendo a manobra da Pepsi sueca (má publicidade rende na mesma, pois o produto é falado, e neste caso seria "má publicidade em Portugal, boa publicidade na Suécia"), até que ponto se arrisca a ir? Possivelmente arrisca a perder boa fatia de vendas em PT, visto que os tugas adoram boicotes, exprimir-se e exaltar-se nas redes sociais (é fácil, gratuito e não têm que sair da cadeira. Ah e dá sempre aquele ar de culto e actual perante os amigos do face...).

Quem paga é a Pepsi Portugal, que vê "choverem" comentários no Facebook oficial (lá está...) e decidiu deixar um pedido de desculpas aos "lesados" (quando quem meteu a "pata na poça" com a pub foi a Pepsi Suécia):


Não nos podemos esquecer também que é uma marca que está presente há anos em PT e que emprega portugueses. Mas cá para mim alguém, algures na Suécia, no departamento de Marketing, vai ser despedido...

Isto é o exemplo de que uma mensagem pode ter sucesso num lado (Suécia) e ao mesmo tempo pode fazer perder clientes noutro lado (Portugal).

P.s. Engraçado que ainda não vi ninguém no facebook falar do OE para 2014...



sábado, 27 de julho de 2013

"Everything in its right place"

Parece que finalmente deixei de lado os vícios que me faziam mal. Guardo apenas os saudáveis.



Smells like summer roadtrip...

segunda-feira, 1 de julho de 2013

"Just like heaven"

A vida por vezes pode ser como o céu, umas vezes limpo, outras nublado. Não é uma linha estreita e direita, é antes um encadeado de curvas. Não há dias iguais, o amanhã pode ser totalmente diferente do dia de hoje. Não sei onde vou estar amanhã, como vou estar e a fazer o quê, posso estar a fazer o mesmo de hoje...ou até não. E é essa surpresa que o futuro nos traz, dia após dia, que nos faz viver, faz-nos levantar da cama de manhã.

E hoje...hoje não sei o que quero, para onde vou, o que tenho. Tudo me parece perdido e faz-me olhar para trás. Não quero estar aqui, os dias passam, envelheço e os anos não se dão conta de passar. Estou a ficar cada vez mais atrasado para o que quero, mas parece que tudo me prende, cada simples e insignificante pormenor é motivo para não avançar. Não posso ficar à espera que os astros se alinhem para finalmente avançar, não posso ficar à espera do momento certo, porque...simplesmente não existe momento certo. É tempo de romper com o que foi feito, arregaçar mangas e avançar para o que quero. O meu futuro está nas minhas mãos.



P.S. Um dia ainda vou perceber porque é que quando estou bêbedo, a minha audição fica (ainda) mais apurada...

terça-feira, 11 de junho de 2013

O maior erro de todos: A culpa dos erros do passado

Teria tido, em tempos, desejo de ter uma vida perfeita. Desejaria também uma vida perfeita àqueles de quem gosto. Mas a minha vida fez-me perceber que a perfeição não existe e tudo o que é próximo de perfeito, acaba por ser aborrecido.

Os erros existem para pensarmos neles, o tempo que for necessário, aprender com eles e arrumá-los, para sermos mais e melhores, mas também para nos afastarmos da perfeição (algo perfeito é também algo isento de erros).

Hoje sei que quero uma vida normal e que tenho tudo ao meu alcance para a ter.


sexta-feira, 7 de junho de 2013

Paixões Inexplicáveis II

Bem sei que este blog funciona mais como tasca do desabafo, mas nem só de pessimismo vive esta criatura. Vai daí, decidi escrever um post em honra da mais recente sucata francesa lá de casa. No início deste ano, tive mais uma "Paixão-de-uma-semana-só", isto quando a última foi antes do Natal 2012 (por um Golf V GTI - que ainda continua, umas vezes mais forte, outras mais esbatida).
Ora a "paixão" por este L'enfant terrible tornou-se estranhamente duradoura e dei por mim a recolher o máximo de informação acerca deste modelo, especificações, testemunhos, principais problemas a ter em consideração...até que, em Abril pensei: "Que se lixe! Só se é novo uma vez", decidi arriscar e passar para a compra.


É branco (côr que até então eu criticava nos automóveis) e tem várias coisas a rever, principalmente em termos de adereços de gosto duvidoso. De momento encontra-se numa oficina das redondezas, longe da luz solar e coberto de pó, a ultimar pormenores referentes à mecânica. O objectivo é deixá-lo como a foto acima, ou seja, original e a partir daí desfrutá-lo em pleno. Ainda para mais com uma estrada de serra tão boa a poucos quilómetros de casa.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

E porque merecemos sempre melhor, vamos lá a elevar a fasquia...

Nada é perfeito...ou pelo menos, nada é perfeito muito tempo. O tempo e a rotina começam a apoderar-se do que se criou, começa-se a mostrar a verdadeira essência, o desleixo, o sentimento de ter o outro como "garantido" diminuem as demonstrações e a atenção.

Mas qual é o receio?

Receio de se sair magoado novamente, de se entregar a algo que mude de repente, receio de se estar a perder tempo, a investir sentimentos, a fazer "figura de parvo".

Mas eu não quero ficar acomodado, não quero rotinas, quero que corra bem e sinto que consigo fazê-lo sem esforços ou "sacrifícios", quero demonstrar do que gosto e o quanto gosto, quero sair da zona de conforto e arriscar por vezes fazer algo inesperado ou diferente, não quero a normalidade e o aborrecido...pelo menos para já.

Mas qual é o problema?

Quando tudo parece correr tão bem, chego eu e numa espécie de "toque de Midas", transformo tudo em problemas. À mínima coisa, ao mínimo pormenor pode ser criado um problema. Sou assim, dou importância a gestos e palavras, a acções e aos pormenores. O que me faz pensar se o verdadeiro problema serei eu...




quinta-feira, 30 de maio de 2013

Sozinho VS Estar só

Sempre fui solitário, sempre gostei de estar no meu canto a organizar ideias, ficar em silêncio ou apenas acompanhado de música. E isso nunca me incomodou, era assim que estava habituado a estar, independente e reservado. Era. Hoje sinto saudades, apesar de ao mesmo tempo recear tornar-me demasiado dependente de alguém, sinto que é diferente, noutros tempos em que tive outras relações, achava que sentia saudades, mas apenas sentia falta. Hoje são saudades, pela primeira vez.


sábado, 27 de abril de 2013

Saiu uma nova temporada de "Donas de Casa Desesperadas" e eu devo estar no papel principal, só pode...

Não sei o que se passa comigo, nunca estive assim, num ponto dramático-compulsivo-dependente. Tudo aquilo que sempre detestei, portanto. Não há razões para estar assim, as coisas já me foram explicadas mais que eu vez e eu compreendi e aceitei, mas por vezes o meu lado racional parece desligar, as saudades juntam-se à minha falta de confiança em mim mesmo e os meus receios infundamentados tomam conta do meu pensamento. Só quero ser mais racional e parar de fazer merdas, não tenho motivos para estar tão pouco confiante, estou preocupado e a preocupar-te, e tenho receio que estas minhas atitudes te afastem ou apaguem o que de bom já aconteceu até aqui.

Efeitos colaterais de uma adolescência tardia?

Foda-se, tenho mas é que acordar para a vida, aproveitar o que de bom há e deixar-me de dramas (coisa que acho insuportável, só por acaso). Dás-me todas as razões para confiar em ti, não te posso pedir mais. Nem preciso. Enterro hoje aqui a coroa de "Drama Queen", vou ser mais despreocupado e positivo, mais racional neste aspecto e compenetrado na ideia inicial: ver-te feliz.


(Sim, é o Brad Pitt, porque até ele deve ter os seus momentos "Dona-de-casa-desesperada/Drama-queen" - Foto de Mark Seliger)



quinta-feira, 25 de abril de 2013

Ainda há momentos no dia que são originais

E é quando, a sair do trabalho uma hora depois do horário normal, depois de um dia monótono e pouco produtivo, o meu colega passa por mim com uma gadanha na mão e eu ainda tenho a decência de lhe perguntar: "Então, a morte foi de férias e ficaste a substituí-la?"


quarta-feira, 24 de abril de 2013

A wild video appears II


Não sou crente em assuntos como reencarnação (vetado logo pela data de nascimento da Carly vs. data de falecimento de Nina), mas se fosse, ia desconfiar desta miúda! Interpretação óptima de um tema famoso de Nina Simone e tão usado em covers. Admiro ainda a tranquilidade e maturidade aparentes numa miúda com 13 anos.

Confesso também, que até acho uma certa piada ao tipo de música, existe uma emoção e optimismo presentes que não transparece tanto noutros géneros musicais. 

Fé na humanidade restabelecida. 

terça-feira, 23 de abril de 2013

Hello Life, I want to play a game...

"Percebi então que talvez não fossem as pessoas ou o momento certo, mas acima de tudo que talvez eu precisasse ainda de mudar certos aspectos em mim. E a verdade é que me senti mudado a cada fim de relação e é isso que hoje me torna mais eu, mais racional e menos levado pelas emoções, mais calmo e grato pelo que tenho."

Escrevi o texto acima não há muito tempo, mas desde aí muitas coisas mudaram. Hoje releio-o, continua a fazer sentido, mas tem um significado diferente.
Costumo ser coerente, manter as minhas ideias e planos de acordo com o que fui traçando, não que seja teimoso, apenas é comum pensar bem antes de decisões importantes e gosto de ter as coisas definidas antes de avançar.

Daí achar estranho este sentimento de que a vida me está a contrariar, a tentar brincar comigo: Quando me tinha mentalizado de que sou exigente mas ponderado e calmo, a vida dá-me tudo o que sempre procurei, assim só de uma vez, faz-me avançar depressa e esquecer receios, faz-me sentir estranhamente confiante, faz-me arriscar e sair da minha zona de conforto, faz-me pensar...Será que de facto mereço? É tudo tão bom, tão sincronizado e perfeito, faz-me parecer que andei durante este tempo todo a "brincar" às relações, quando me mostra agora algo totalmente diferente e superior, algo que não sei explicar, apenas sentir, algo que me faz ficar verdadeiramente correspondido. E é estranho para mim, que sempre tentei ser racional e argumentativo, ficar sem palavras para descrever algo que sinto de forma verdadeira e única.

Estou bem, não tenho que fazer nenhum esforço para ser compreendido, para compreender, as coisas fluem naturalmente e quero que continuem a resultar.


terça-feira, 16 de abril de 2013

Troco cobardia bem estimada por força de vontade em bom estado

"Twenty-five years and my life is still, I'm trying to get up that great big hill of hope, For a destination..."

Era assim, um dos poucos sucessos do grupo 4 Non Blondes, que eu me lembro de ouvir em puto, quando passava no rádio do carro. E ironicamente, a letra hoje corresponde um pouco à verdade.

Acordei a custo, com sono e sem vontade de me levantar. Nem o sol a entrar pela janela, a convidar para um dia quente e de céu azul, me convenceu. E por isso estou mal-humorado. Não pelo facto de me custar a levantar da cama (senão seria dia sim, dia sim...) mas pelo facto de ter chegado a esta fase, de não ter vontade de sair da rotina diária, de me encontrar preso, parado, sem rumo a seguir e não fazer nada para mudar isso. De reclamar que gostava de fazer outras coisas, de fazer mais coisas, de aproveitar os dias e chegar ao final cansado, mas com a sensação de que foi um dia produtivo, mas continuo a não fazer nada para que isso aconteça. E não posso reclamar se as coisas não estão como quero, afinal não fiz nada para as mudar.

Tenho pensado nisto o dia todo, gosto dos dias como o de hoje, amenos e de céu limpo, fazem-me sentir inspirado a querer meter mãos à obra, a mudar aquilo que acho que está mal, mas também me sinto afundado nesta preguiça diária. Por entre isto, passeei pelo facebook onde vi fotos de amigos, várias actividades em fotos, várias saídas, fotografias de paisagens tiradas pelos próprios...E eu?  Aqui estou, a desabafar, na esperança de que esta preguiça dê lugar à força de vontade que tanto tenho procurado.

Ando assim, nos últimos tempos, mas hoje parece ser a gota d'água. Estou mesmo farto de estar assim, não fazer o que gosto, não ser espontâneo e fazer o que me apetecer no momento, aproveitar a vida, os momentos, deixar de ser cobarde e cagar no que os outros vão pensar. Fazer as coisas que já devia ter feito, experimentar coisas que já deviam fazer parte da experiência do que sou, enquanto ainda estou a tempo, porque não é depois de velho que vou fazer tudo aquilo que quero.


E para a semana vou trazer a bike para o trabalho, e dar umas férias ao carro!


One life. Make it count.

sexta-feira, 15 de março de 2013

Afinal, ainda há amor

Num dia destes, atendi um casal nos seus 70 anos, sempre simpáticos e de braço dado. Ele estava preocupado que a sua viatura não tivesse sido abatida, quando na verdade já tinha levado o certificado de abate. Eu pacientemente expliquei que não havia razão para dúvidas, tranquilizei-os e ainda imprimi a confirmação do IMTT em como a matrícula estava cancelada...mas o que me leva a escrever sobre este assunto é o facto de ter ficado admirado e ao mesmo tempo com inveja: notava-se companheirismo, respeito e amizade neste casal. Não importa o passar dos anos, as rugas e as doenças, eles estavam juntos e parecia ser tudo o que lhes importava.

Dão significado ao chavão "juntos na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, até que a morte os separe". E isso deixou-me a pensar nas relações que até hoje tive, sempre terminaram de uma forma ou outra e eu não percebia o porquê, quando eu sempre me tinha esforçado para que desse certo. Percebi então que talvez não fossem as pessoas ou o momento certo, mas acima de tudo que talvez eu precisasse ainda de mudar certos aspectos em mim. E a verdade é que me senti mudado a cada fim de relação e é isso que hoje me torna mais eu, mais racional e menos levado pelas emoções, mais calmo e grato pelo que tenho.

Numa próxima relação irei ter receio de me atirar de cabeça, com receio de voltar a magoar-me, mas talvez tenha que ser assim, para ser ponderado e levar as coisas com o seu tempo.

E tenho quase a certeza que se perguntassem ao casal qual o segredo para se manterem juntos tanto tempo, a resposta seria algo do género: "Nós nascemos numa época em que quando uma coisa se quebrava, nós consertávamos".



quarta-feira, 13 de março de 2013

A internet, às vezes, ainda me entretém

O Google Street View já chegou a quase todo o país! Sim, é verdade, regressei com umas novidades um bocado velhas e já toda a gente está farta de ver o cagão da Super Bock no facebook... Mas achei piada, foram mesmo a todas a ruas e ruelas, aliás a minha casa tem vista de duas ruas diferentes! E como é que eu sei isto? Ora, qual é a primeira coisa que se vai ver no Street View? A própria casa, claro está! E a segunda coisa que se vai ver? As p#tas na berma da estr...perdão, as meninas à espera do autocarro.

Bem, com isto tudo já descobri alguns lugares aqui nas proximidades que devem ser interessantes de visitar, de máquina fotográfica em punho.



E já agora, já ouviram falar de um tal Harlem Shake? J/k

Lá vai

Hugo Chavez morreu. Ninguém deu uma f#da a isso.