Sempre fui solitário, sempre gostei de estar no meu canto a organizar ideias, ficar em silêncio ou apenas acompanhado de música. E isso nunca me incomodou, era assim que estava habituado a estar, independente e reservado. Era. Hoje sinto saudades, apesar de ao mesmo tempo recear tornar-me demasiado dependente de alguém, sinto que é diferente, noutros tempos em que tive outras relações, achava que sentia saudades, mas apenas sentia falta. Hoje são saudades, pela primeira vez.
quinta-feira, 30 de maio de 2013
sábado, 27 de abril de 2013
Saiu uma nova temporada de "Donas de Casa Desesperadas" e eu devo estar no papel principal, só pode...
Não sei o que se passa comigo, nunca estive assim, num ponto dramático-compulsivo-dependente. Tudo aquilo que sempre detestei, portanto. Não há razões para estar assim, as coisas já me foram explicadas mais que eu vez e eu compreendi e aceitei, mas por vezes o meu lado racional parece desligar, as saudades juntam-se à minha falta de confiança em mim mesmo e os meus receios infundamentados tomam conta do meu pensamento. Só quero ser mais racional e parar de fazer merdas, não tenho motivos para estar tão pouco confiante, estou preocupado e a preocupar-te, e tenho receio que estas minhas atitudes te afastem ou apaguem o que de bom já aconteceu até aqui.
Efeitos colaterais de uma adolescência tardia?
Foda-se, tenho mas é que acordar para a vida, aproveitar o que de bom há e deixar-me de dramas (coisa que acho insuportável, só por acaso). Dás-me todas as razões para confiar em ti, não te posso pedir mais. Nem preciso. Enterro hoje aqui a coroa de "Drama Queen", vou ser mais despreocupado e positivo, mais racional neste aspecto e compenetrado na ideia inicial: ver-te feliz.
(Sim, é o Brad Pitt, porque até ele deve ter os seus momentos "Dona-de-casa-desesperada/Drama-queen" - Foto de Mark Seliger)
quinta-feira, 25 de abril de 2013
Ainda há momentos no dia que são originais
E é quando, a sair do trabalho uma hora depois do horário normal, depois de um dia monótono e pouco produtivo, o meu colega passa por mim com uma gadanha na mão e eu ainda tenho a decência de lhe perguntar: "Então, a morte foi de férias e ficaste a substituí-la?"
quarta-feira, 24 de abril de 2013
A wild video appears II
Não sou crente em assuntos como reencarnação (vetado logo pela data de nascimento da Carly vs. data de falecimento de Nina), mas se fosse, ia desconfiar desta miúda! Interpretação óptima de um tema famoso de Nina Simone e tão usado em covers. Admiro ainda a tranquilidade e maturidade aparentes numa miúda com 13 anos.
Confesso também, que até acho uma certa piada ao tipo de música, existe uma emoção e optimismo presentes que não transparece tanto noutros géneros musicais.
Fé na humanidade restabelecida.
terça-feira, 23 de abril de 2013
Hello Life, I want to play a game...
"Percebi então que talvez não fossem as pessoas ou o momento certo, mas acima de tudo que talvez eu precisasse ainda de mudar certos aspectos em mim. E a verdade é que me senti mudado a cada fim de relação e é isso que hoje me torna mais eu, mais racional e menos levado pelas emoções, mais calmo e grato pelo que tenho."
Escrevi o texto acima não há muito tempo, mas desde aí muitas coisas mudaram. Hoje releio-o, continua a fazer sentido, mas tem um significado diferente.
Costumo ser coerente, manter as minhas ideias e planos de acordo com o que fui traçando, não que seja teimoso, apenas é comum pensar bem antes de decisões importantes e gosto de ter as coisas definidas antes de avançar.
Daí achar estranho este sentimento de que a vida me está a contrariar, a tentar brincar comigo: Quando me tinha mentalizado de que sou exigente mas ponderado e calmo, a vida dá-me tudo o que sempre procurei, assim só de uma vez, faz-me avançar depressa e esquecer receios, faz-me sentir estranhamente confiante, faz-me arriscar e sair da minha zona de conforto, faz-me pensar...Será que de facto mereço? É tudo tão bom, tão sincronizado e perfeito, faz-me parecer que andei durante este tempo todo a "brincar" às relações, quando me mostra agora algo totalmente diferente e superior, algo que não sei explicar, apenas sentir, algo que me faz ficar verdadeiramente correspondido. E é estranho para mim, que sempre tentei ser racional e argumentativo, ficar sem palavras para descrever algo que sinto de forma verdadeira e única.
Estou bem, não tenho que fazer nenhum esforço para ser compreendido, para compreender, as coisas fluem naturalmente e quero que continuem a resultar.
Escrevi o texto acima não há muito tempo, mas desde aí muitas coisas mudaram. Hoje releio-o, continua a fazer sentido, mas tem um significado diferente.
Costumo ser coerente, manter as minhas ideias e planos de acordo com o que fui traçando, não que seja teimoso, apenas é comum pensar bem antes de decisões importantes e gosto de ter as coisas definidas antes de avançar.
Daí achar estranho este sentimento de que a vida me está a contrariar, a tentar brincar comigo: Quando me tinha mentalizado de que sou exigente mas ponderado e calmo, a vida dá-me tudo o que sempre procurei, assim só de uma vez, faz-me avançar depressa e esquecer receios, faz-me sentir estranhamente confiante, faz-me arriscar e sair da minha zona de conforto, faz-me pensar...Será que de facto mereço? É tudo tão bom, tão sincronizado e perfeito, faz-me parecer que andei durante este tempo todo a "brincar" às relações, quando me mostra agora algo totalmente diferente e superior, algo que não sei explicar, apenas sentir, algo que me faz ficar verdadeiramente correspondido. E é estranho para mim, que sempre tentei ser racional e argumentativo, ficar sem palavras para descrever algo que sinto de forma verdadeira e única.
Estou bem, não tenho que fazer nenhum esforço para ser compreendido, para compreender, as coisas fluem naturalmente e quero que continuem a resultar.
terça-feira, 16 de abril de 2013
Troco cobardia bem estimada por força de vontade em bom estado
"Twenty-five years and my life is still, I'm trying to get up that great big hill of hope, For a destination..."
Era assim, um dos poucos sucessos do grupo 4 Non Blondes, que eu me lembro de ouvir em puto, quando passava no rádio do carro. E ironicamente, a letra hoje corresponde um pouco à verdade.
Acordei a custo, com sono e sem vontade de me levantar. Nem o sol a entrar pela janela, a convidar para um dia quente e de céu azul, me convenceu. E por isso estou mal-humorado. Não pelo facto de me custar a levantar da cama (senão seria dia sim, dia sim...) mas pelo facto de ter chegado a esta fase, de não ter vontade de sair da rotina diária, de me encontrar preso, parado, sem rumo a seguir e não fazer nada para mudar isso. De reclamar que gostava de fazer outras coisas, de fazer mais coisas, de aproveitar os dias e chegar ao final cansado, mas com a sensação de que foi um dia produtivo, mas continuo a não fazer nada para que isso aconteça. E não posso reclamar se as coisas não estão como quero, afinal não fiz nada para as mudar.
Tenho pensado nisto o dia todo, gosto dos dias como o de hoje, amenos e de céu limpo, fazem-me sentir inspirado a querer meter mãos à obra, a mudar aquilo que acho que está mal, mas também me sinto afundado nesta preguiça diária. Por entre isto, passeei pelo facebook onde vi fotos de amigos, várias actividades em fotos, várias saídas, fotografias de paisagens tiradas pelos próprios...E eu? Aqui estou, a desabafar, na esperança de que esta preguiça dê lugar à força de vontade que tanto tenho procurado.
Ando assim, nos últimos tempos, mas hoje parece ser a gota d'água. Estou mesmo farto de estar assim, não fazer o que gosto, não ser espontâneo e fazer o que me apetecer no momento, aproveitar a vida, os momentos, deixar de ser cobarde e cagar no que os outros vão pensar. Fazer as coisas que já devia ter feito, experimentar coisas que já deviam fazer parte da experiência do que sou, enquanto ainda estou a tempo, porque não é depois de velho que vou fazer tudo aquilo que quero.
One life. Make it count.
Era assim, um dos poucos sucessos do grupo 4 Non Blondes, que eu me lembro de ouvir em puto, quando passava no rádio do carro. E ironicamente, a letra hoje corresponde um pouco à verdade.
Acordei a custo, com sono e sem vontade de me levantar. Nem o sol a entrar pela janela, a convidar para um dia quente e de céu azul, me convenceu. E por isso estou mal-humorado. Não pelo facto de me custar a levantar da cama (senão seria dia sim, dia sim...) mas pelo facto de ter chegado a esta fase, de não ter vontade de sair da rotina diária, de me encontrar preso, parado, sem rumo a seguir e não fazer nada para mudar isso. De reclamar que gostava de fazer outras coisas, de fazer mais coisas, de aproveitar os dias e chegar ao final cansado, mas com a sensação de que foi um dia produtivo, mas continuo a não fazer nada para que isso aconteça. E não posso reclamar se as coisas não estão como quero, afinal não fiz nada para as mudar.
Tenho pensado nisto o dia todo, gosto dos dias como o de hoje, amenos e de céu limpo, fazem-me sentir inspirado a querer meter mãos à obra, a mudar aquilo que acho que está mal, mas também me sinto afundado nesta preguiça diária. Por entre isto, passeei pelo facebook onde vi fotos de amigos, várias actividades em fotos, várias saídas, fotografias de paisagens tiradas pelos próprios...E eu? Aqui estou, a desabafar, na esperança de que esta preguiça dê lugar à força de vontade que tanto tenho procurado.
Ando assim, nos últimos tempos, mas hoje parece ser a gota d'água. Estou mesmo farto de estar assim, não fazer o que gosto, não ser espontâneo e fazer o que me apetecer no momento, aproveitar a vida, os momentos, deixar de ser cobarde e cagar no que os outros vão pensar. Fazer as coisas que já devia ter feito, experimentar coisas que já deviam fazer parte da experiência do que sou, enquanto ainda estou a tempo, porque não é depois de velho que vou fazer tudo aquilo que quero.
E para a semana vou trazer a bike para o trabalho, e dar umas férias ao carro!
One life. Make it count.
sexta-feira, 15 de março de 2013
Afinal, ainda há amor
Num dia destes, atendi um casal nos seus 70 anos, sempre simpáticos e de braço dado. Ele estava preocupado que a sua viatura não tivesse sido abatida, quando na verdade já tinha levado o certificado de abate. Eu pacientemente expliquei que não havia razão para dúvidas, tranquilizei-os e ainda imprimi a confirmação do IMTT em como a matrícula estava cancelada...mas o que me leva a escrever sobre este assunto é o facto de ter ficado admirado e ao mesmo tempo com inveja: notava-se companheirismo, respeito e amizade neste casal. Não importa o passar dos anos, as rugas e as doenças, eles estavam juntos e parecia ser tudo o que lhes importava.
Dão significado ao chavão "juntos na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, até que a morte os separe". E isso deixou-me a pensar nas relações que até hoje tive, sempre terminaram de uma forma ou outra e eu não percebia o porquê, quando eu sempre me tinha esforçado para que desse certo. Percebi então que talvez não fossem as pessoas ou o momento certo, mas acima de tudo que talvez eu precisasse ainda de mudar certos aspectos em mim. E a verdade é que me senti mudado a cada fim de relação e é isso que hoje me torna mais eu, mais racional e menos levado pelas emoções, mais calmo e grato pelo que tenho.
Numa próxima relação irei ter receio de me atirar de cabeça, com receio de voltar a magoar-me, mas talvez tenha que ser assim, para ser ponderado e levar as coisas com o seu tempo.
E tenho quase a certeza que se perguntassem ao casal qual o segredo para se manterem juntos tanto tempo, a resposta seria algo do género: "Nós nascemos numa época em que quando uma coisa se quebrava, nós consertávamos".
Dão significado ao chavão "juntos na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, até que a morte os separe". E isso deixou-me a pensar nas relações que até hoje tive, sempre terminaram de uma forma ou outra e eu não percebia o porquê, quando eu sempre me tinha esforçado para que desse certo. Percebi então que talvez não fossem as pessoas ou o momento certo, mas acima de tudo que talvez eu precisasse ainda de mudar certos aspectos em mim. E a verdade é que me senti mudado a cada fim de relação e é isso que hoje me torna mais eu, mais racional e menos levado pelas emoções, mais calmo e grato pelo que tenho.
Numa próxima relação irei ter receio de me atirar de cabeça, com receio de voltar a magoar-me, mas talvez tenha que ser assim, para ser ponderado e levar as coisas com o seu tempo.
E tenho quase a certeza que se perguntassem ao casal qual o segredo para se manterem juntos tanto tempo, a resposta seria algo do género: "Nós nascemos numa época em que quando uma coisa se quebrava, nós consertávamos".
quarta-feira, 13 de março de 2013
A internet, às vezes, ainda me entretém
O Google Street View já chegou a quase todo o país! Sim, é verdade, regressei com umas novidades um bocado velhas e já toda a gente está farta de ver o cagão da Super Bock no facebook... Mas achei piada, foram mesmo a todas a ruas e ruelas, aliás a minha casa tem vista de duas ruas diferentes! E como é que eu sei isto? Ora, qual é a primeira coisa que se vai ver no Street View? A própria casa, claro está! E a segunda coisa que se vai ver? As p#tas na berma da estr...perdão, as meninas à espera do autocarro.
Bem, com isto tudo já descobri alguns lugares aqui nas proximidades que devem ser interessantes de visitar, de máquina fotográfica em punho.
Bem, com isto tudo já descobri alguns lugares aqui nas proximidades que devem ser interessantes de visitar, de máquina fotográfica em punho.
E já agora, já ouviram falar de um tal Harlem Shake? J/k
quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
Bring The Action
Há quanto tempo não contas uma anedota? Há quanto tempo não te deitas na areia da praia e ficas a olhar as estrelas? E há quanto tempo não vais dar uma volta de bike pela serra?
Há muito...
Sabemos que estamos a crescer e a ficar velhos quando deixamos de fazer aquilo que mais gostamos, por falta de tempo ou simplesmente por preguiça. Estou parado numa rotina aborrecida e nem sei o que ando a fazer, os dias passam, o vazio permanece e sinto a minha juventude (ou o que resta dela) a desaparecer. E sinto vontade de voltar ao passado, quando era um "little bastard" puto de 5 anos e dizia que queria ser adulto...para imediatamente dar um murro no estômago do "eu puto" e dizer-lhe "Não sejas burro pá! Estás nos teus dias de ouro e daqui a 20 anos vais ter saudades desta época" (Ok, o murro era apenas figurativo).
Sinto que preciso mudar certos aspectos na minha vida, mas para mim é difícil porque sou do tipo "quero revolução e não evolução", quero mudar de um dia para o outro, mudar tudo, expectativas demasiado altas? Depois não consigo tanta mudança (óbvio) e fico frustrado e sem vontade de nada. Tenho que rever este meu conceito de evolução, acho que está um pouco parado nos anos 70, tentar alterar aquilo que acho que faz falta, sem colocar tanta exigência em mim mesmo, ser um pouco mais prático e pensar menos, acho que foi isso que me trouxe a este estado.
Pequenas alterações, passo a passo e um pouco todos os dias, assim consigo construir a minha personalidade de forma sólida. Ou isso ou entendi mal esta era actual das coisas "fáceis e instantâneas".
Há muito...
Sabemos que estamos a crescer e a ficar velhos quando deixamos de fazer aquilo que mais gostamos, por falta de tempo ou simplesmente por preguiça. Estou parado numa rotina aborrecida e nem sei o que ando a fazer, os dias passam, o vazio permanece e sinto a minha juventude (ou o que resta dela) a desaparecer. E sinto vontade de voltar ao passado, quando era um "little bastard" puto de 5 anos e dizia que queria ser adulto...para imediatamente dar um murro no estômago do "eu puto" e dizer-lhe "Não sejas burro pá! Estás nos teus dias de ouro e daqui a 20 anos vais ter saudades desta época" (Ok, o murro era apenas figurativo).
Sinto que preciso mudar certos aspectos na minha vida, mas para mim é difícil porque sou do tipo "quero revolução e não evolução", quero mudar de um dia para o outro, mudar tudo, expectativas demasiado altas? Depois não consigo tanta mudança (óbvio) e fico frustrado e sem vontade de nada. Tenho que rever este meu conceito de evolução, acho que está um pouco parado nos anos 70, tentar alterar aquilo que acho que faz falta, sem colocar tanta exigência em mim mesmo, ser um pouco mais prático e pensar menos, acho que foi isso que me trouxe a este estado.
Pequenas alterações, passo a passo e um pouco todos os dias, assim consigo construir a minha personalidade de forma sólida. Ou isso ou entendi mal esta era actual das coisas "fáceis e instantâneas".
domingo, 27 de janeiro de 2013
Free!
O dia chega ao fim e não me apetece dormir, sinto-me energético e leve, sinto-me bem, estou livre. Tal como tinha saudades de me sentir, sem preocupações e ansiedades, sem pressas e a aproveitar cada momento, por mais simples que seja.
Novas ideias aparecem, novas motivações, sinto que já não estou preso ao passado e gosto desta sensação de liberdade. O mais próximo que a consigo comparar é a uma viagem de carro, num final de tarde de verão, de vidros abertos e música calma no rádio misturada com o som da brisa a entrar no carro, algo tão simples e tão bom. E de borla.
Novas ideias aparecem, novas motivações, sinto que já não estou preso ao passado e gosto desta sensação de liberdade. O mais próximo que a consigo comparar é a uma viagem de carro, num final de tarde de verão, de vidros abertos e música calma no rádio misturada com o som da brisa a entrar no carro, algo tão simples e tão bom. E de borla.
(Foto de Hector Garcia - Flickr)
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
O que nos move?
Cabeça à roda. Pensativo. Receoso e irrequieto. É como me tenho sentido, e não consigo entender. Não entendo o que queres de mim, o que tás a tentar provar ao falares comigo. Não consigo perceber o que te move, se as tuas acções e palavras são genuinamente boas, como dizes, ou se devo afastar-me como a minha consciência avisa, que tudo isto é uma armadilha.
No fundo, fico sem entender os motivos que levam a alguém dar-se a tanto trabalho a criar a "máscara perfeita", só para humilhar e deitar outros abaixo. Ou será que estou a deixar-me levar novamente pelo pessimismo, que isto é uma espécie de mecanismo de defesa, por ter saído magoado da minha última relação?
Não quero ser isolado, mas não quero ser enganado...e o que me move é a motivação para crescer interiormente e me tornar melhor ser humano. Qual de nós é o errado?
No fundo, fico sem entender os motivos que levam a alguém dar-se a tanto trabalho a criar a "máscara perfeita", só para humilhar e deitar outros abaixo. Ou será que estou a deixar-me levar novamente pelo pessimismo, que isto é uma espécie de mecanismo de defesa, por ter saído magoado da minha última relação?
Não quero ser isolado, mas não quero ser enganado...e o que me move é a motivação para crescer interiormente e me tornar melhor ser humano. Qual de nós é o errado?
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
Quando saímos
Mesmo nas noites mais calmas e frias de inverno, quando saímos o tempo perde importância, os assuntos são muitos, e variados. Tanto podemos falar do que mais nos preocupa, sentimentos agridoces ou mudanças preocupantes como depressa também estamos a falar de máquinas de fazer sumo...de pêssego ..com caroços!
É esta complexidade que não consigo atribuir nome, esta confiança e capacidade de conseguirmos falar sobre tudo, assuntos sérios e assuntos sem grande importância, sem nos aborrecermos um ao outro e sem notarmos por vezes a evolução do assunto na conversa. A juntar ainda as vezes em que nem é preciso falar nada, basta uma troca de olhares para perceber o que estamos a pensar, que estamos a pensar a mesma coisa!
Sei que dizes que notas diferenças em ti, que tens receio de te perder no meio da "falsidade" e perder a tua essência, mas não te preocupes, estou atento e não noto mudanças. Apenas talvez uma evolução, um crescimento de carácter baseado nas cicatrizes das quedas e se a inicio pode assustar, com o tempo se percebe que foi uma evolução necessária. Mas apesar de tudo, a essência continua lá e é uma das coisas que nos faz sair de casa numa noite de inverno, só para ir conversar um pouco.
É esta complexidade que não consigo atribuir nome, esta confiança e capacidade de conseguirmos falar sobre tudo, assuntos sérios e assuntos sem grande importância, sem nos aborrecermos um ao outro e sem notarmos por vezes a evolução do assunto na conversa. A juntar ainda as vezes em que nem é preciso falar nada, basta uma troca de olhares para perceber o que estamos a pensar, que estamos a pensar a mesma coisa!
Sei que dizes que notas diferenças em ti, que tens receio de te perder no meio da "falsidade" e perder a tua essência, mas não te preocupes, estou atento e não noto mudanças. Apenas talvez uma evolução, um crescimento de carácter baseado nas cicatrizes das quedas e se a inicio pode assustar, com o tempo se percebe que foi uma evolução necessária. Mas apesar de tudo, a essência continua lá e é uma das coisas que nos faz sair de casa numa noite de inverno, só para ir conversar um pouco.
(Foto de Derek Jonhson - Flickr)
quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
Boys Don't Cry
"Hoje tive a certeza,
Daquilo que ignorei.
Sabia que mais tarde ou mais cedo iria encarar a fria verdade;"
Era assim que começava, há dois anos e tal atrás, o início de pensamentos traçados e retraçados neste "tasco do desabafo", que apesar de conteúdo maioritariamente pessimista, serve para isso mesmo, desabafos e ideias, que precisam ser transformados em algo mais que pensamentos, para assim eu conseguir manter o equilíbrio.
Apesar disso tudo, o início está bastante correcto, e hoje, mais uma vez e sem aviso, mais um murro mesmo em cheio na cara. O nariz fica dormente de dor e consigo até sentir um leve sabor a sangue.
No fundo eu até que já sabia o que se tinha passado, tinha uma ligeira desconfiança, mas nunca liguei. Talvez porque nunca achei que de facto tivesse acontecido, ou porque nunca achei que fosse a sério. Mas os avisos estavam todos lá, eram notórios e eu não reparei (qual luz intermitente de ESP no tablier do carro, que pisca freneticamente quando se abusa nas curvas) e hoje levo um murro bem assente do meu velho amigo Karma "Pois toma lá, para aprender! Foste burro e deste oportunidades a quem não merecia" seria algo que o Karma me diria, numa voz meio nasalada, tipo Prof. Marcelo Rebelo de Sousa.
Mas acho que não fica por aqui, o Karma é um tipo que nunca se esquece de nada, anda por aí armado em Super-Herói (ou Super-Vilão, para aqueles que gostam de se armar em vítimas) e não tarda em fazer regressar o mal feito, a quem merece, a quem não respeitou e brincou com sentimentos.
Daquilo que ignorei.
Sabia que mais tarde ou mais cedo iria encarar a fria verdade;"
Era assim que começava, há dois anos e tal atrás, o início de pensamentos traçados e retraçados neste "tasco do desabafo", que apesar de conteúdo maioritariamente pessimista, serve para isso mesmo, desabafos e ideias, que precisam ser transformados em algo mais que pensamentos, para assim eu conseguir manter o equilíbrio.
Apesar disso tudo, o início está bastante correcto, e hoje, mais uma vez e sem aviso, mais um murro mesmo em cheio na cara. O nariz fica dormente de dor e consigo até sentir um leve sabor a sangue.
No fundo eu até que já sabia o que se tinha passado, tinha uma ligeira desconfiança, mas nunca liguei. Talvez porque nunca achei que de facto tivesse acontecido, ou porque nunca achei que fosse a sério. Mas os avisos estavam todos lá, eram notórios e eu não reparei (qual luz intermitente de ESP no tablier do carro, que pisca freneticamente quando se abusa nas curvas) e hoje levo um murro bem assente do meu velho amigo Karma "Pois toma lá, para aprender! Foste burro e deste oportunidades a quem não merecia" seria algo que o Karma me diria, numa voz meio nasalada, tipo Prof. Marcelo Rebelo de Sousa.
Mas acho que não fica por aqui, o Karma é um tipo que nunca se esquece de nada, anda por aí armado em Super-Herói (ou Super-Vilão, para aqueles que gostam de se armar em vítimas) e não tarda em fazer regressar o mal feito, a quem merece, a quem não respeitou e brincou com sentimentos.
Fall in Love
Em português usamos "apaixonar" mas em inglês é um "fall in love" mais traduzido à letra. E soa bem. Até porque se formos ver bem, é uma queda que damos por estarmos cegos.
Aparece quando não queremos, não nos dá jeitinho nenhum, rouba-nos individualismo, tempo, espaço e a mente distrai-se de outros assuntos. Mas ao mesmo tempo sentimo-nos preenchidos, completos e "nas nuvens" por termos alguém que nos dá atenção, carinho, se preocupa connosco...ou somos iludidos assim. Ora eu também me sinto preenchido depois de um belo almoço, se for acompanhado com vinho, ainda melhor!
Não, não sou uma criatura desprezível e sem sentimentos. Apenas já caí e me magoei. "Mas é assim que tem que ser, é o reverso da medalha", "Acontece a todos, tens é medo de arriscar" ou "Não podes ficar preso ao que já passou" podiam ser as respostas de quem lesse isto, e estariam certos. Sim, é bom estar apaixonado. Quem nunca esteve? Nem que seja pelo seu carro, no dia em que o foi buscar ao stand, reluzente e limpinho, à espera de ser conduzido, ou naquele sábado à tarde, em que depois de ser lavado, merece uma volta calma numa marginal qualquer junto ao mar. Só que tal como uma pessoa, dá-nos preocupações, dores de cabeça, falha-nos quando precisamos e...quando se nota, já estamos à procura de um novo modelo, pois o nosso carro tornou-se uma causa perdida.
Mas assumo, já fiz algumas loucuras por estar apaixonado. E na altura fez todo o sentido e senti-me bem. O meu ponto de vista é o seguinte: É tudo óptimo quando começa, o pior é quando vêm as zangas, as fases más, os tempos... É muito mais calmo ficar solteiro, há tempo para tudo, para todos, para nós mesmos e somos menos impacientes, mais relaxados e podemos fazer o que nos der na cabeça, sem dar explicações.
É bom e faz-me bem. E também sei que é bom ter uma relação. A quem tem uma relação sinceramente estável e feliz, os meus parabéns. E a quem percebeu que acabou e foi capaz de falar directamente, evitando um desgaste ainda maior e evitar enganar a outra pessoa, a minha admiração.
É o amor, pode durar, pode ser curto, pode ser bom ou pode nem sequer dar naquele momento e ser preciso passar algum tempo para que funcione. Exige tempo e esforço de ambas as partes. Mas essas "partes" são pessoas, seres individuais, complexos e com carácter que já existiam antes da relação e por vezes nem todos se lembram ou aceitam isso.
Daí nunca ter entendido muito bem aquelas relações com pessoas totalmente dependentes da outra, que não são capazes de fazer nada sem a sua cara-metade. Isso assusta-me até! Um dia que algo corra mal e a relação acabe, esse tipo de pessoas sofre um desgosto enorme...e para quê? Entendo que se goste muito de alguém, mas não há nada como sermos nós próprios, fiéis aos nossos valores e princípios. Só assim algo pode funcionar. E se falhar, bem, existe vida para além do amor.
E quem diria que eu escreveria este post a ouvir Lana Del Rey?
Aparece quando não queremos, não nos dá jeitinho nenhum, rouba-nos individualismo, tempo, espaço e a mente distrai-se de outros assuntos. Mas ao mesmo tempo sentimo-nos preenchidos, completos e "nas nuvens" por termos alguém que nos dá atenção, carinho, se preocupa connosco...ou somos iludidos assim. Ora eu também me sinto preenchido depois de um belo almoço, se for acompanhado com vinho, ainda melhor!
Não, não sou uma criatura desprezível e sem sentimentos. Apenas já caí e me magoei. "Mas é assim que tem que ser, é o reverso da medalha", "Acontece a todos, tens é medo de arriscar" ou "Não podes ficar preso ao que já passou" podiam ser as respostas de quem lesse isto, e estariam certos. Sim, é bom estar apaixonado. Quem nunca esteve? Nem que seja pelo seu carro, no dia em que o foi buscar ao stand, reluzente e limpinho, à espera de ser conduzido, ou naquele sábado à tarde, em que depois de ser lavado, merece uma volta calma numa marginal qualquer junto ao mar. Só que tal como uma pessoa, dá-nos preocupações, dores de cabeça, falha-nos quando precisamos e...quando se nota, já estamos à procura de um novo modelo, pois o nosso carro tornou-se uma causa perdida.
Mas assumo, já fiz algumas loucuras por estar apaixonado. E na altura fez todo o sentido e senti-me bem. O meu ponto de vista é o seguinte: É tudo óptimo quando começa, o pior é quando vêm as zangas, as fases más, os tempos... É muito mais calmo ficar solteiro, há tempo para tudo, para todos, para nós mesmos e somos menos impacientes, mais relaxados e podemos fazer o que nos der na cabeça, sem dar explicações.
É bom e faz-me bem. E também sei que é bom ter uma relação. A quem tem uma relação sinceramente estável e feliz, os meus parabéns. E a quem percebeu que acabou e foi capaz de falar directamente, evitando um desgaste ainda maior e evitar enganar a outra pessoa, a minha admiração.
É o amor, pode durar, pode ser curto, pode ser bom ou pode nem sequer dar naquele momento e ser preciso passar algum tempo para que funcione. Exige tempo e esforço de ambas as partes. Mas essas "partes" são pessoas, seres individuais, complexos e com carácter que já existiam antes da relação e por vezes nem todos se lembram ou aceitam isso.
Daí nunca ter entendido muito bem aquelas relações com pessoas totalmente dependentes da outra, que não são capazes de fazer nada sem a sua cara-metade. Isso assusta-me até! Um dia que algo corra mal e a relação acabe, esse tipo de pessoas sofre um desgosto enorme...e para quê? Entendo que se goste muito de alguém, mas não há nada como sermos nós próprios, fiéis aos nossos valores e princípios. Só assim algo pode funcionar. E se falhar, bem, existe vida para além do amor.
E quem diria que eu escreveria este post a ouvir Lana Del Rey?
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